sábado, abril 30, 2011

Prisma da semana - Ismael.


Escultura em bronze de Augusto Santo (1868-1907), no Museu do Chiado.

© Fotografia Ângela Camila Castelo-Branco.

quarta-feira, abril 27, 2011

Fotografia de Manuel Magalhães, no Museu do Oriente.



A Oriente


Fotografia de Manuel Magalhães


O enamoramento pelo Oriente, fonte de todos os exotismos e a que a fotografia soube responder, faz parte do imaginário do mundo ocidental. Mas para os portugueses significa ainda esse pretérito construído com mitos e vagos reencontros que nem o encurtamento da distância clarificou.









Manuel Magalhães, arquitecto e fotógrafo natural do Porto, não é um viajante com uma câmara fotográfica. É também um arquitecto que sintetiza, geometricamente, o que o mundo lhe oferece com maior exuberância. Com imagens captadas entre 1993 e 2005 no Camboja, China, Tailândia, Índia, Japão e Macau, a sua fotografia tanto dá como recebe; não nos solicita apenas a memória do mundo imaginário das imagens e dos lugares, mas esse olhar complexo e contemporâneo onde a aprendizagem da fotografia se funde em torno de uma perspectiva singular.






Lounge, de 29 de Abril a 29 de Maio 2011

Museu do Oriente, Lisboa.

O Imaterial - 6ª Conferência em Serralves.




CICLO DE CONFERÊNCIAS O IMATERIAL:

Os Novos Paradigmas da Contemporaneidade

Comissário: Artur Castro Neves

Auditório de Serralves


6 ª CONFERÊNCIA 28 de Abril de 2011, às 22h00

*O futuro da ficção no século XXI

Orador: António Pedro Vasconcelos

Moderador: Francisco José Viegas


Uma sociedade em transformação. Uma comunidade, um somatório de indivíduos, onde todos comunicam mas não há rostos, por efeito da net e do mundo em rede. Uma ideia europeia de Nação que se dilui e que, paradoxalmente, tem vindo a perder identidade.


Neste contexto, importa questionar: qual o futuro da ficção?


Nesta 6ª Conferência a Fundação de Serralves estimula, uma vez mais, uma reflexão centrada nos Novos Paradigmas da Contemporaneidade e na crescente relação entre Cultura e Economia, numa sociedade onde a produção é cada vez mais Imaterial.


*Excepcionalmente, esta sessão terá início às 22h00. As restantes sessões deste Ciclo mantêm a hora de início programada: 21h30.

sábado, abril 23, 2011

Prisma da semana - Cineasta Fernando Lopes.

Fernando Lopes no Jardim da Estrela, Lisboa 2011 © Fotografia Ângela Camila Castelo-Branco

quinta-feira, abril 14, 2011

Outros Olhares - Adelino Lyon de Castro.


Conversa com Emília Tavares, dia 17 de Abril às 12h30, no Museu do Chiado.

sexta-feira, abril 08, 2011

“Portugal 75”, de Elisabeth Lennard.




“Em Agosto de 1975, a fotógrafa Elizabeth Lennard passou três semanas em Portugal a recolher impressões de um povo recentemente libertado:

Portugal estava totalmente impreparado para uma revolução. É um país perigosamente desorientado, economicamente deprimido e tecnologicamente e socialmente atrasado – especialmente nas zonas rurais. Nas aldeias a Igreja Católica continua a deter o poder. A maior parte dos camponeses viveu de uma certa forma durante centenas de anos e não é capaz de mudar. Um dia, numa pequena vila, vimos um grupo de mulheres ajoelhadas à porta de uma igreja. No centro da igreja havia uma estátua de um santo coberta de dinheiro. A Igreja é tão rica e no entanto esta gente faminta continua a dar o pouco que tem. Nas cidades as pessoas são mais sofisticadas mas a pobreza continua a ser extrema. Enquanto que as zonas rurais lembram a América dos anos 50, os centros urbanos evocam mais São Francisco em 1967. O ambiente é enérgico – como se as ruas tivessem sido injectadas de adrenalina. Cartazes coloridos e panfletos escondem uma economia em degradação e um desvanecer da elegância do Velho Mundo. Num café da moda local jovens fumam erva angolana, e um dos mais elegantes restaurantes de Lisboa foi “libertado” transformando-se num ponto de encontro informal e descontraído para trabalhadores e revolucionários. A pornografia é agora legal mas a censura política na imprensa continua. Na Praça do Rossio, a praça central de Lisboa onde as pessoas costumavam reunir-se para discutir futebol, debate-se agora política – por vezes até às duas ou três da madrugada. E todos os cartazes partidários e os graffitis que se encontram por toda a praça – e em todos os outros sítios –supostamente um barómetro da situação, rapidamente são cobertos pelos miúdos de rua com a retórica de uma facção oposta. Ninguém parece saber o que vai acontecer a seguir. É como estar preso no tempo; um povo atrasado e desorientado com um governo progressista e desorganizado. De acordo com um lisboeta, até os hábitos de condução foram afectados. As pessoas costumavam ser razoavelmente civilizadas e conscientes, mas agora conduzem como loucas”. in revista Rolling Stone, Novembro 1975