Rua da Palma, 246 Lisboa
Telf.21 886 23 32
"A fotografia é um espaço. A fotografia é uma memória. Fotografia é um texto. A fotografia é um postal. A memória é uma imagem. Um livro de fotografias bem desenhado pode criar um novo tipo de original."
Estas afirmações de Daniel Blaufuks partem da consciência de que a imagem fotográfica é constituida de inúmeras camadas de sentido em que a relação entre memória e realidade conhece novas dimensões.
Trata-se de, primeiro, distinguir entre a imagem-facto e imagem-fotografia, esta é um objecto com uma escala e narrativa próprias, a outra diz respeito aos diferentes modos de como o real se inscreve nos corpos, na inteligência, na sensibilidade.
As categorias de interpretação da fotografia estão presas não só à pratica que cada indivíduo, artista e fotógrafo a cada momento definem, mas do modo como essas imagens participam da vida colectiva da comunidade em que se inserem. É neste contexto que o livro de fotografia (também podemos designá-lo como álbum, atlas, colecção e, até certo ponto, arquivo) é uma outra existência da imagem-fotografia. É esta existência que os livros de Blaufuks dão conta...
Nuno Crespo
Arquivo Municipal de Lisboa /Biblioteca do Arquivo Fotográfico
Rua da Palma, 246 Lisboa
Telf.21 886 23 32
arqmun.fotografico@cm-lisboa.pt
17 de Fevereiro de 2008 às 15:00 horas
No Palácio Nacional da Ajuda uma visita guiada cujo tema é “Fotógrafos da Casa Real”, a qual será orientada pela conservadora da colecção de fotografia do palácio, a Dr.ª Mª do Carmo Rebello de Andrade. A visita está sujeita a marcação prévia e tem o limite de 30 pessoas.
Informações:
Palácio Nacional da Ajuda / Museu Calçada da Ajuda 1349-021 Lisboa
Tel 213637095
Fax 213648283
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São muitas as estórias e não menos os nomes de gente célebre que encontrou no Chelsea um abrigo, um lugar privilegiado de inspiração e magia. Paul Morrissey e Andy Warhol dirigem “Chelsea Girls (1966). O filme foi o primeiro grande sucesso cinematográfico de Warhol. Tendo como cenário o Hotel Chelsea e outros locais de New York, documenta a vida das jovens que aí vivem. O nome é uma óbvia referência ao local onde decorreram as filmagens. Filmado no Verão e início do Outono 1966, em várias salas e locais no interior do Hotel Chelsea, mas vale a pena esclarecer que, de todos aqueles que entravam no filme, só o poeta René Ricard realmente vivia ali na altura. Também se filmou na The Factory, Warhol's studio.David Van Tieghem - Live at the Chelsea Hotel
Ângela Camila Castelo-Branco, APPh.
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Desaparecida desde 1939, “la valise mexicaine” de Robert Capa que na verdade não é uma, mas três malas de negativos, acabam de ser devolvidas por um cineasta mexicano, Benjamin N. Traver. O fotógrafo tinha confiado estas três malas ao seu assistente Imre (Csiki) Weisz antes de fugir para os Estados Unidos da América. Agora que foram encontradas, elas trazem consigo algumas questões. Julgava-se que Weisz as tinha dado a um Cônsul mexicano em Marselha, antes de ter sido preso e de ter sido enviado para um campo na Argélia. Por isso, e se foi realmente assim, como se explica que depois da sua libertação, ele não tenha procurado os negativos (na altura nas mãos do General Aguilar Gonzalez que os tinha levado com ele para o México) ?.
PORTUGAL em LONDRES
no Sais de Prata e Pixels
Clique na imagem para ter acesso ao catálogo em PDF.
Dos irmãos Lumière a Martin Parr
Numa segunda parte podemos ver fotografias de entre 1930 e 1960, o início dos filmes de fotografia a cores nos originais de Gisèle Freund, , fotógrafa alemã refugiada em França, foi uma das primeiras a especialisar-se nos retratos a cores. Fotografou artistas e escritores (Cocteau, Sartre, Youcenar, Beckett... ). Exposição « Paris en couleurs » no Hôtel de Ville
Colocado por mairie de paris
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Mistérios da Cor
Joel Meyerowitz e a cor na fotografia
(… ) A paixão da pintura, foi quando eu comecei a fabricar tintas. Eu acabava um curso universitário. De ciências… Foi a grande re-volta. Que depois se transformou em câmara escura. (Autobiografia In desdobrável da exposição A Tradição como Aventura, Gal. Quadrum, Lisboa, 1978)
“A sua produção fotográfica, com início nos anos 40, inclui levantamentos etnográficos, de escultura medieval, de arte popular, retratos urbanos, etc. Entre os inéditos que fazem parte do seu espólio, contam-se numerosas montagens de fotografias que E.S. “paginava” com reenquadramentos e cortes, segundo um modelo que não era meramente gráfico ou cinematográfico mas antes se aproximava de posteriores sequenciações conceptuais.”. (Biografia In http://www.ernestodesousa.com/)
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Daniel Rocha fotografou Robert Mugabe. O ditador africano que esteve na cimeira Europa-África em Lisboa. Mas, Mugabe, como outros que aqui estiveram, não é “apenas” um ditador ele é um criminoso. Mugabe espreita por cima dos óculos de costas para a pandilha que se acotovela para o fotografar. Como se se tratasse do monstro da feira. Com o mesmo ar inocente dos aleijados que eram expostos nos circos, o criminoso, que é tudo menos inocente, sentia-se em casa. Já não há perguntas. Já não há jornalismo! Apenas imagens. Daniel Rocha estava do lado certo.
Outro português, José Manuel Ribeiro, fotografou para a Reuters o incêndio no Parque Natural de Sintra em 24 de Agosto de 2007.
“Angela Merkel a bordo de um helicóptero aliado sobrevoando o Afeganistão. Olhando para ela, quem haveria de dizer que se trata do político mais poderoso da Europa? E um dos mais poderosos do mundo?”
“Atrás de arame farpado, em sua casa em Lahore, Benazir Bhutto dá uma conferência de imprensa. Há anos que tentava regressar ao seu país, onde uma vez foi primeira-ministra. Era filha do primeiro-ministro Ali Bhutto, deposto e enforcado. Ao fundo, nos telhados, vários soldados ou policias completam o cenário. (Quando ao telefone, combinava o envio das legendas destas imagens, a editora do jornal informa-me que Benazir Bhutto acabava de ser assassinada)”.
Submissas, timoneiras ou cobardemente assassinadas elas vão ganhar o século. Digo eu...