A China afasta-se dos costumes e comportamentos de um passado recente, moderniza-se, e os artistas contemporâneos reflectem isso nas suas obras, onde o passado parece estar mais vivo que o presente. Hong Lei em Autumn in the Forbidden City, revisita a emblemática Cidade Proibida. Hong Lei fotografa um passáro mutilado, no palácio imperial.
“These are the first artworks in which I used photography. The bird is empty inside. I wanted to make a work about five thousand years of Chinese history and its unchanging political system. China has been dominated by tyranny for thousands of year and is still a one-party system. You cannot stamp out tyranny. It still exists and the palace symbolizes its persistence. The jeweled bird represents the emperor’s concubines. The concubine has been left to die, which symbolizes the suffocation of artistic expression by tyranny. Over time I have come to see the dead bird as the embodiment of my own self…During the time this photograph was made…the entire world around me in China kept changing. Many beautiful traditions such as the ancient gardens were being demolished to make way for new cities. I was really concerned about history being totally destroyed. I needed an outlet to express what I was feeling about this new reality”.
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Mas, este crescimento galopante rumo a uma sociedade de consumo ao estilo ocidental tem outras consequências drásticas. Se o mercado aberto trouxe dinheiro e conforto, a poluição é hoje um dos maiores perigos que a China enfrenta, é o preço a pagar pela riqueza. A poluição e outros flagelos presentes em trabalhos de Lu Guang o "Fotografo do povo".
Zhang Huan, Family Tree, 2001. Zhang Huan, Foam, 1998
Realiza Family Tree, uma sequência de nove fotografias, em que de forma gradual a sua cara desaparece sob a acumulação de uma caligrafia que revela graus de parentesco, títulos de histórias chinesas e de elementos primordiais como a terra, o fogo e a água.
Sze Tsung Leong, Distrito de Chaoyang , Pequim, 2002
Sze Tsung Leong, cidade de Chongqing, 2003
Sze Tsung Leong. Causeway Bay I, Hong Kong, 2004.
O ciclo desenfreado de destruição e construção é o tema do trabalho de Zhang Dali. Regressado de Itália, onde viveu durante seis anos e onde viu os primeiros graffiti, chega a Beijing (Pequim) em 1995 e depara-se com a demolição acelerada do centro da cidade. Começa então a desenhar o seu perfil nas paredes das casas demolidas, sugerindo testemunhar o que se passa.
Luo Yongjin de uma forma mais analítica condensa em várias fotografias diferentes momentos da construção, como se se tratasse de um diagrama. A montagem final dá origem a uma imagem monumental. Luo Yongjin, capta o drama do que está a acontecer em todas as cidades chinesas.
Mas todos estes trabalhos, assentes na visão pessoal de uma geração, só fazem sentido na conjuntura actual chinesa. É na dualidade, da explosiva expansão económica simultânea com a perca das tradições, que a maior parte da nova geração se exprime. A arte não sofreu a mesma globalização que a economia. Qual o resultado destas mudanças aceleradas? Nem mesmo os artistas conseguem avaliar.
















































