quinta-feira, julho 08, 2010

"Imagens Proibidas" de Pedro Paixão


Pedro Paixão mostra "Imagens Proibidas" na Pente 10, em Lisboa. No dia da inauguração leu (muito mal), 30 minutos do seu jantar com um quase-amigo no Nobu, um concorrido restaurante japonês na Hudson.
A Galeria Pente 10 surpreendeu de novo os que gostam de fotografia. As fotografias de Pedro Paixão são tão eróticas como a sua escrita, sendo que de escrita nada percebo. O fotografo já publicou dois albuns de fotografias e já nos mostrou muitas poloroides, a maioria em ilustrações de artigos de revistas. No dia da inauguração a temperatura demasiado alta entrava pela galeria a dentro. Enquanto isso, imagens proibidas escutavam a Paixão segundo São Mateus de Johann Sebastian Bach.
Não serviram champanhe, mas havia morangos. Estavam reunidas todas as condições para o filme que o autor pretende realizar. Sobravam as mulheres, mas continuava a faltar a pistola. Será a sua Leica uma especie de pistola?




























quinta-feira, julho 01, 2010

“IMAGENS PROIBIDAS”, DE PEDRO PAIXÃO


A Galeria Pente 10 – Fotografia Contemporânea inaugura no dia 6 de Julho, terça-feira, a exposição “Imagens Proibidas”, de Pedro Paixão. A exposição consiste em 33 imagens a cores, obtidas em 2010.
Será lançado o livro Imagens Proibidas, do mesmo autor. “As ruas de Nova Iorque pertencem-te porque as conquistaste, uma a uma. Aqui deste lado não poderias ser quem eras, quem serias. Fugiste de um mundo pequenino, de uma asfixia. Agora de ti nada sei: de que te alimentas, quem amas, onde dormes. Nem desejo saber. Basta-me lembrar-te como quem relembra uma música. Eu quis-te com uma violência que desconhecia. Tu levaste-me para paragens inóspitas, repletas de perigos. Por ti senti pavor. Por ti senti raiva. Por ti senti desespero. Entre nós havia sempre uma impossibilidade, um vazio. Tu eras em tudo um bicho indomável. Nunca te oferecias. Era preciso ir buscar-te aos lugares mais secretos. Tive de inventar a fotografia para te capturar em imagens proibidas”
Pedro Paixão, in texto da exposição “Imagens Proibidas.”
Pedro Paixão nasceu em Lisboa no mês de Fevereiro de 1956. A mãe, farmacêutica, nasceu em Pawtucket, Rhode Island, EUA. O pai, engenheiro agrónomo, nasceu na Abrunhosa do Mato, uma aldeia da Beira Alta. Tem uma irmã e uma sobrinha. É casado pela quarta vez e tem um filho. Foi aluno do liceu Francês Charles Lepierre, do Liceu Pedro Nunes e frequentou durante três anos o Instituto Superior de Economia. Estudou em Lovaina e Heidelberga, entre outras disciplinas, Filosofia, tendo-se doutorado aos 29 anos. Trabalhou para a fundação do semanário “O Independente”, que abandonou ao sétimo número. Em 1989, com Miguel Esteves Cardoso, fundou a agência Massa Cinzenta, Empresa de Ideias, da qual foi sócio gerente até 1995. Foi professor de Filosofia na Universidade Nova de Lisboa, mas desistiu da carreira académica. Publicou 21 livros e 2 álbuns de fotografias. Escreveu dois textos para teatro e um para ópera. Começou a escrever guiões para filmes. Nunca recebeu qualquer prémio, nem foi escolhido para representar o seu país. Foi membro de uma associação política clandestina que abandonou em 1974, pouco tempo depois de ser legalizada. Nunca votou. Não é membro de qualquer associação, clube, partido ou igreja. Nada no mar quase todos os dias do ano.
Pedro Paixão - Imagens Proibidas
Pente 10 - Travessa da Fábrica dos Pentes, 10 (ao Jardim das Amoreiras) 1250-106 Lisboa
Tel. 91 885 15 79 /21 386 95 69
Inauguração terça-feira, 6 de Julho de 2010, às 19H00.
A exposição estará patente até 31 de Julho de 2010
- Horário: 3ª a Sábado, 15H00 às 19H30 Metro: Rato

quarta-feira, junho 02, 2010






A ERMIDA Nª SRª DA CONCEIÇÃO TEM A HONRA DE CONVIDAR VOSSA EXª PARA A INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA ”THE LAST CIGARETTE” DE RITA BARROS, SÁBADO 5 DE JUNHO 2010 ÀS 18:00. PATENTE ATÉ 18 DE JULHO.

quarta-feira, maio 19, 2010

Exposição de Manel Armengol.





EXPOSIÇÃO “TERRAE” DE MANEL ARMENGOL

A Galeria Pente 10 - Fotografia Contemporânea inaugura a 18 de Maio a exposição Terrae, de Manel Armengol. Esta exposição reúne um conjunto fotografias realizadas pelo autor na Islândia, entre 2003 e 2008. As imagens aqui apresentadas, são paisagens a preto e branco onde os elementos naturais são mostrados na sua dureza crua, e onde tudo o que não é essencial parece que foi retirado. Imagens plenas de força, que nos mostram paisagens sóbrias, surpreendentes e poderosas.


Nesta visão entre o céu e a terra, Armengol mostra paisagens de grandes contrastes, onde rochas vulcânicas e neve, mar e céu, se misturam com a violência calma do preto e branco, acompanhando o tempo lento da matéria mineral. Algumas destas imagens são de grandes formatos (125x150cm) o que lhes confere um impacto ainda maior, perante a força da natureza
aí representada.

No piso inferior da Galeria é ainda apresentada uma selecção de imagens resgatadas das suas viagens pelos Estados Unidos nos anos 70. Estas imagens a cores (feitas a partir de diapositivos e impressas no quase extinto Cibachrome), mostram-nos momentos que documentam o fascínio do autor pela vida urbana de Nova York nos anos 70. Nelas podemos ver em cores vivas e altos contrastes de luz, pormenores de espaços urbanos, misturando arquitectura e rua, carros e cores, pessoas e paisagem. Podemos encontrar ainda algumas das personagens habituais que povoavam o Studio 54 nos anos 70, como sejam Andy Warhol ou Divine.



Manel Armengol (Badalona, Barcelona 1949), vive e trabalha em Barcelona. Estudou jornalismo e fotografia e durante os anos 70 anos dedicou-se à reportagem fotográfica para imprensa, como fotojornalista independente para diversos diários e revistas de Barcelona e Madrid.
As fotografias da repressão policial contra uma manifestação pacífica pela liberdade, em Barcelona (1976), constituíram o primeiro passo de reconhecimento do autor no mundo da fotoreportagem, depois de serem publicadas na imprensa internacional. Durante quatro anos realizou numerosas reportagens políticas e sociais em viagens como correspondente a países do
Oriente e América Central ou Estados Unidos.

Colaborou desde os anos 80 com diversas publicações espanholas e internacionais e deu aulas nas Universidades de Bellaterra e Pompeu Fabra de Barcelona.
No início dos anos oitenta sofre um acidente que o obrigou a uma convalescença longa e a abandonar o fotojornalismo. A partir desse momento muda a temática da sua obra e a forma de abordar a fotografia. No início dos anos 90 recupera o preto e branco e fotografa a natureza em grande formato para a série Elementos. Retorna à natureza com Crónica de Islandia e Herbarium a partir de 2003.

Expõe pela primeira vez em 1980 na Galería Spectrum-Canon, de Barcelona. Desde aí tem exposto regularmente destacando-se nos últimos anos "Retrats d'Herbes" no Instituto Botânico de Barcelona, 2005, “Herbarium" Triangle Gallery, Barcelona, 2008, “Manel Armengol. Transições. 70s em Espanha, China, Estados Unidos”, no Arquivo Municipal de Lisboa/Arquivo Fotográfico e “Terrae”, Galeria Tagomago, Barcelona, 2009.
Editou vários livros dos quais se destacam: El jardín de los Guerreros (Ed. Lunwerg, 1987), Voices of Water e Memories of Winds (Ed. Shiseido Word,Tokyo 2001), Herbarium (Turner Editores, 2007), Terrae (Turner Editores, 2009).
As suas obras estão presentes em várias colecções privadas e públicas de Espanha, Estados Unidos e Japão, entre as quais se destacam a colecção permanente do MNAC (Museu Nacional d’Art de Catalunya) e a Fundació Foto Colectania em Barcelona.
(PRESS RELEASE)




Curadoria:
Filipa Valladares

Exposição co-produzida com:
Galeria Tagomago- Barcelona

19 de Maio até 3 de Julho de 2010
3ª a Sábado, 15H00 às 19H30

PENTE 10 - FOTOGRAFIA CONTEMPORÂNEA
Travessa da Fábrica dos Pentes, 10, 1250-025 Lisboa
Tel. 21 386 95 69 Tel. 91 885 15 49
info@pente10.com
www.pente10.com
"Manel Armengol vive e trabalha em Barcelona. Estudou jornalismo e fotografia e durante os anos 70 anos dedicou-se à reportagem fotográfica para imprensa, como fotojornalista independente para diversos diários e revistas de Barcelona e Madrid. As fotografias da repressão policial contra uma manifestação pacífica pela liberdade, em Barcelona (1976), constituíram o primeiro passo de reconhecimento do autor no mundo da foto-reportagem, depois de serem publicadas na imprensa internacional. Durante quatro anos realizou numerosas reportagens políticas e sociais em viagens como correspondente a países do Oriente e América Central ou Estados Unidos. No início dos anos oitenta sofre um grave acidente que o obrigou a uma convalescença longa e a abandonar quase definitivamente, o fotojornalismo. A partir desse momento Armengol assume uma mudança temática na sua obra e na forma de abordar a fotografia. Recupera o preto e branco no início dos anos noventa e fotografa a natureza em grande formato para a série Elementos. Expõe pela primeira vez em 1980 na Galeria Spectrum-Canon, de Barcelona. Desde aí tem exposto regularmente destacando-se nos últimos anos os Retrats d'Herbes no Instituto Botánico de Barcelona, 2005, Herbarium, Triangle Gallery, Barcelona, 2008, MANEL ARMENGOL. TRANSIÇÕES. 70s em Espanha, China, Estados Unidos”, no Arquivo Municipal de Lisboa/Arquivo Fotográfico e Terrae, Galeria Tagomago, Barcelona, 2009. Editou vários livros dos quais se destacam: El jardín de los Guerreros (1976), Voices of Water e Memories of Winds (2001), Herbarium (2007), Terrae (2009).
Está representado em numerosas colecções privadas e públicas de Espanha, Estados Unidos e Japão, entre as quais a colecção permanente do MNAC (Museu Nacional d’Art de Catalunya) e a Fundació Foto Colectania em Barcelona."