quarta-feira, julho 29, 2009
sexta-feira, julho 10, 2009
Os Ambrótipos e o Processo de Colódio Húmido
Ambrótipo, Luis Pavão. Arquivo Fotográfico de Lisboa, 2009
O processo do colódio húmido, que possibilita a construção de ambrótipos, foi o mais usado em todas as aplicações fotográficas de 1850 a 1880. A observação simples de um negativo sobre uma superfície preta mostra-nos uma imagem positiva à qual se chama ambrótipo. Este workshop do Arquivo Fotográfico visou reproduzir todo este processo, dando a possibilidade a todos os participantes de fazerem um ambrótipo.
O colódio é uma substância de origem vegetal, à base de celulose, que resulta da dissolução de algodão pólvora em éter e álcool. É um liquido viscoso, com cheiro forte e facilmente aderente, mesmo em situações húmidas. A sua descoberta, por Louis Menard, data de 1847 e teve aplicação imediata no isolamento de ferimentos de guerra. Mais tarde foi Desde a sua descoberta que o colódio foi considerado uma possibilidade para a produção de negativos em vidro, mas porque seca rapidamente, não permite produzir imagens fotográficas: uma vez seco o colódio perde a sensibilidade à luz e deixa de ser permeável aos banhos de processamento. Em 1849 surge a ideia de usar o colódio enquanto húmido e realizar todo o processo num usado na fotografia, como meio ligante de provas e negativos.
O processo fotográfico em vidro de colódio vingou e ultrapassou os outros processos em uso. A partir da década de 1850, os fotógrafos existentes e que usavam o daguerriótipo ou o negativo em papel, rapidamente converteram os seus estúdios ao processo do colódio húmido, passando a produzir retratos em papel de albumina impressos a partir de negativos em vidro de colódio e dos quais podiam tirar muitas cópias.O tempo de exposição passou a ser mais curto e tornou-se mais fácil fazer retratos de grupos ou de crianças.
1. Polir os vidros com carbonato de cálcio, álcool e água.
Banho de Colódio:
.Colódio USP
Banho sensibilizador de Nitrato de Prata:
. Nitrato de Prata 28g
Banho de revelador:
.Sulfato ferroso 15g
Banho de fixador:
.Água destilada 946 ml
Para envernizar as chapas:
.Álcool 14 ml
terça-feira, abril 28, 2009
Em 1865, Vicente Gomes da Silva adquire o prédio localizado à Rua da Carreira e aí constrói o seu “atelier fotográfico”.
Entre Dezembro de 1886 e Agosto de 1887, Vicente Gomes da Silva e já sob a direcção de seu filho Vicente, Júnior (1857-1933), são realizadas obras de ampliação do antigo “atelier”. Edifício que se mantém até aos nossos dias, e constituindo, deste modo, um ex-líbris da arquitectura dos “ateliers” fotográficos do século XIX.
Ao longo dos tempos passaram pelo estúdio, quatro gerações da Família “Vicentes” que transmitiram, sempre, às gerações seguintes “a arte de fotografar”.
A 13 de Junho de 1979, o Governo da Região Autónoma da Madeira adquire todo o recheio do estúdio da “Photographia Vicente”, adaptando o espaço para aí instalar uma unidade museológica.
Desde a abertura ao público, que o acervo da Photographia – Museu “Vicentes” tem vindo a ser enriquecido com aquisições e doações de colecções de fotógrafos profissionais e de amadores. Actualmente, o seu arquivo fotográfico ascende a cerca de 800 mil negativos.
Consta, também, do acervo da Photographia – Museu “Vicentes” um núcleo museológico dedicado ao Cinema, fazendo parte o espólio da antiga “Delegação de Turismo da Madeira” e actual Direcção Regional de Turismo.
O imóvel onde está instalada a Photographia – Museu “Vicentes” foi classificado como património de “valor cultural regional” pela Resolução n.º 78/91 de 24 de Janeiro, com conversão efectuada pela Portaria n.º 34/2004 de 1 de Março, de “imóvel de interesse público”.
Director:Maria Helena Araújo
Morada:Rua da Carreira, 43 – 1º
Tel: (00 351) 291 22 50 50
sábado, abril 25, 2009

Albumina de Amédée Lemaire de Ternante. Lisboa, 1858. Colecção Alcídia e Luís Viegas Belchior (© CPF ANTT/MC)
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O Arquivo Nacional da Torre do Tombo apresenta até 12 de Junho de 2009 uma exposição Fotográfica sobre Lisboa em 1858, do pintor e fotógrafo francês Amédée Lemaire de Ternante que veio a Portugal integrado na comitiva da rainha D. Estefânia por ocasião do seu casamento com D. Pedro V.
Esta mostra representa um dos mais antigos e mais ricos conjuntos de imagens fotográficas da Capital.
Este conjunto de albuminas constitui uma verdadeira reportagem das ambiências lisboetas, com particular incidência nos aspectos do património edificado, como por exemplo: a Torre de Belém, os Jerónimos, o Aqueduto das Águas Livres, o Paço das Necessidades, mas também vistas gerais da cidade e dos seus habitantes, que com os seus usos e costumes tão bem caracterizam a Lisboa de meados do século XIX.
A mostra suscitará olhares diversos do historiador, do urbanista ou do curioso dessa outra identidade que muitas vezes desbaratamos. Mas também do esteta, pois aqui e ali, certas composições falam bem do modo como o seu autor encarava o registo fotográfico.
Este conjunto de imagens pertence ao Centro Português de Fotografia e integra a excelente colecção Alcídia e Luís Viegas Belchior, adquirida em 2006 com o patrocínio do Banco BPI e de Hipermercados Continente SA. A sua exposição no Arquivo Nacional da Torre do Tombo teve o apoio mecenático da Lusitânia Companhia de Seguros.
Em complemento com as imagens produzidas por Ternante serão também apresentadas algumas provas de época, com recurso a diferentes processos fotográficos (papel salgado, albumina, cianotipo) que nos mostram a Torre de Belém e o Palácio das Necessidades, locais emblemáticos de Lisboa, associados à vida de D. Pedro V, pertencentes à Colecção Castilho, do Arquivo Nacional da Torre do Tombo.
Está também patente o original do tratado de Casamento de D. Pedro V com D. Estefânia.
sexta-feira, abril 10, 2009
Arquivo Universal em Exposição no Museu Berardo































