quinta-feira, janeiro 14, 2016
sexta-feira, dezembro 25, 2015
Samuel Beckett, fotografado por Jane Bown
Samuel Beckett, fotografado por Jane Bown, nas traseiras do Royal Court Theatre, em Sloane Square, Londres 1976.
terça-feira, dezembro 22, 2015
domingo, novembro 15, 2015
Joseph-Philibert Girault de Prangey, daguerreotipista francês
Girault de Prangey
Auto-retrato
Joseph-Philibert Girault de Prangey, desenhador, pintor e
daguerreotipista francês, nasceu em 1804, no seio de uma família aristocrática,
em Langres (Haut-Marnes). Em 1828, após tirar o bacharelato em Belas Arte
e concluir o curso de Direito, frequentou diversos cursos de desenho em Langres
e Paris.
Fascinado pela arqueologia e a arquitectura monumental, em
1830 decide viajar pela Itália, Espanha e África do Norte, regressando a França
com um grande número de desenhos e pinturas.
Em 1831, é convidado a participar numa expedição que tem
como objectivo a inventariação de monumentos mouriscos, entre os séculos VIII e
XV, nas cidades de Córdoba, Sevilha e Granada, região da Andaluzia, em Espanha.
Como resultado deste trabalho, nos anos de 1836 a 1839, os seus desenhos são
litografados e publicados em três volumes que descrevem pormenorizadamente o
património arquitectónico da região.
O ano de 1841 pode ser considerado o ano de viragem
artística de Girault de Prangey. Publica
o “Essai sur l’architecture des Arabes et des Mores en Espagne, en Sicile et en
Barbarie”. Entusiasmado com o advento da fotografia, por esta
possibilitar o registo de pormenores arquitectónicos dos edifícios, em
dezoito meses aprende o ofício com esmero e passa a dedicar-se à arte
fotográfica como amador. Os primeiros vinte daguerreótipos que assina, retratam
monumentos e vistas da cidade de Paris.
Catedral de Notre-Dame de Paris, França 1841
Templo de Vesta, Roma, Itália 1843
Minarete, Cairo, Egipto 1843
Colunas Lotiformes (flor de Lotus), Atenas, Grécia 1843
À semelhança de muitos dos seus contemporâneos, que nutriam
especial atracção pela cultura e pelas civilizações do Médio Oriente, em 1842
empreende uma grande viagem levando consigo o seu equipamento fotográfico.
Iniciando o périplo pela cidade de Roma, onde terá registado cerca de trezentas
vistas e realizado os primeiros daguerreótipos em formato panorâmico na
vertical, viajou pelo Egipto, Grécia, Império Otomano, Palestina e Síria. Ao
todo, terá efectuado cerca de 1000 daguerreótipos fixando vistas e monumentos
nas cidades do Cairo, Alexandria, Atenas, Constantinopla, Esmirna, Jerusalém,
Damas, Balbek e Alep. Tendo inicialmente traçado um percurso entre a Itália e a
Pérsia, viu gorada a ambição de passagem pelo último destino, por ter tido
receio de perder todos os registos fotográficos que já havia realizado.
Propileu, Atenas, Grécia 1842
Jerusalém, 1844
Hoje, apercebendo-nos dos meios logísticos que à época eram
necessários para desempenhar tamanha odisseia e não esquecendo as adversas
condições climatéricas da região, só podemos exprimir admiração pelo trabalho
deste pioneiro da fotografia e espantarmo-nos com o número de placas que foram
preservadas até aos nossos dias.
Joseph-Philibert Girault de Prangey, regressa a França em
1844. Em Paris, inicia a preparação de duas grandes publicações sobre Arte
Islâmica, ilustradas com litografias feitas a partir dos daguerreótipos: “Monumentos Árabes”, editado em 1846, e “
Monumentos e paisagens do Oriente”,
publicação ilustrada com litografias coloridas, datada de 1851.
Alpes, Suiça 1848
Pela fraca venda das edições, não mais voltaria a publicar
livros sobre a matéria. Contudo, o ultimo grande trabalho de fôlego realizado
pelo fotógrafo, entre 1846 e 1850, na Suíça e na França, reveste-se, hoje, de
grande importância para a fotografia europeia. Dele são os primeiros
daguerreótipos dos Alpes Suíços e do grande maciço do Mont Blanc, em França.
Mont Blanc, França (1845 - 1850)
Findo o “salto” entre as fronteiras dos dois países,
dedicou os últimos anos de vida ao estudo da botânica, ao desenho e ao
levantamento patrimonial da sua terra natal. Faleceu em 1892, sem que nunca
tenha tido reconhecimento dos seus pares e sem nunca ter exposto nenhum
trabalho fotográfico.
Não tendo descendentes, grande parte da sua obra
fotográfica foi deixada ao abandono num dos sótãos da sua habitação. Em 1920, a
sua propriedade viria a ser comprada pelo Conde de Simony que, apesar de ter
encontrado 856 daguerreótipos nas instalações, não deu conhecimento público da
descoberta até 1934. Mais tarde, alguns especialistas de várias instituições e
comerciantes adquiriram peças do espólio. Em 1951, a Biblioteca Nacional de
França consegue adquirir vinte chapas, que devidamente conservou e preservou.
No inicio de 2002, após efectuadas partilhas pelos herdeiros de Simony, foram
postos a leilão 350 daguerreótipos. Destes, 150 foram adquiridos pela BNF
e 61 pelo Museu Gruérien, na Suíça. Treze anos
depois, no dia 11 de Novembro de 2015, estiveram a leilão na Christie’s 42
daguerreótipos, de que aqui damos conta dos valores atingidos.
Angela Camila Castelo-Branco
Bibliografia:
Catálogo da exposição “Miroirs d’argent: daguerréotypes
de Girault de Prangey”, Genève, Musée Gruérien, Slatkine, 2008.
Catálogo leilão Christie’s, Novembro de 2015
Leilão de daguerreótipos de Joseph Philiberth Girault de Prangey, na Christie's, em Paris
Daguerreótipos de Joseph Philiberth Girault de Prangey (1804 - 1892) leiloados em Paris, pela Christie's, no dia 11 de Novembro de 2015.
Vista de deserto, próximo de Alexandria, Egipto, 1842.
Daguerreótipo 9,5 x 24 cm
Vendido por 133,500 €
Templo de Júpiter Tonnant, Roma, 1842
Daguerreótipo 19 x 24 cm
Vendido por 175,500 €
Templo de Júpiter Tonnant e igreja de Igreja de Santa Martina e São Lucas, Roma, 1842
Dois daguerreótipos de 24 x 19 cm
Vendidos por 97,500 €
Génova, 1842
Daguerreótipo 19 x 24 cm
Vendido por 67,500 €
Rua Rosette (?), 1842
Daguerreótipo 24 x 9,5 cm
Vendido por 61,500 €
quinta-feira, novembro 12, 2015
Lincoln fotografado no estúdio de Mathew Brady
Pela módica quantia de 700.000 dólares, vai a leilão na Christie's, um óleo de Norman Rockwell, que mostra o fotógrafo Mathew Brady (1822 - 1896) a fotografar Abraham Lincoln.
sexta-feira, outubro 23, 2015
In Memoriam - Victor Wladimiro Ferreira (27/06/1934 - 22/10/2012)
terça-feira, setembro 15, 2015
segunda-feira, setembro 07, 2015
sábado, agosto 08, 2015
quinta-feira, agosto 06, 2015
quarta-feira, agosto 05, 2015
segunda-feira, agosto 03, 2015
domingo, agosto 02, 2015
domingo, julho 05, 2015
“Douro, lugar de um encontro feliz” - exposição de fotografias de António Barreto, no Museu do Douro
O Museu do
Douro inaugura no dia 10 de Julho a exposição de fotografias de António
Barreto: “Douro, lugar de um encontro feliz”. A exposição é comissariada por Ângela Camila
Castelo-Branco que seleccionou para a mostra fotografias do autor realizadas
entre 1978 e 2014. O projecto teve como parceiros a Universidade de
Trás-os-Montes e Alto Douro, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento
Regional do Norte e a Liga dos Amigos do
Douro Património Mundial.
Amanhecer em Vila Nova de Gaia, 2014
A exposição
consta de 55 fotografias a cores e a preto-e-branco mostrando a diversidade de
pontos de vista e de impressões proporcionada pela Região, com particular foco
nas vinhas, no vinho, no rio e nos socalcos e encostas dos vales do Douro e
seus afluentes. Nesta região, ocorreu, há séculos, um encontro feliz entre
trabalhadores, lavradores e comerciantes, entre portugueses e estrangeiros
(ingleses, escoceses, holandeses…), de que resultou um grande vinho e uma
paisagem única. Esta última, de excepcional beleza, é o resultado de um enorme esforço
humano de trabalho, cuidado e disciplina. Assim como é testemunho de capítulos
importantes da história de Portugal e do seu comércio.
Colocação de estacas na quinta da Marka, Gouvinhas
A exposição
estará patente ao público, na sede do Museu do Douro, no Peso da Régua, de 10
de Julho a 28 de Setembro de 2015. Depois deste período,
entra em itinerância pela Região Demarcada do Douro.
No rio Douro, Peso da Régua
“Douro, lugar de
um encontro feliz” traz-nos todos os olhares do fotógrafo, com realce para uma
particularidade: a intimidade.
Comboio da linha do Corgo, estação de Vila Real.
Armazéns da Real Companhia Velha, Vila Nova de Gaia
António Barreto, fotografado por Ângela Camila Castelo-Branco
António Barreto nasceu no
Porto em 1942. Sociólogo, professor universitário e político, foi deputado e
membro do governo, assim como colunista de vários jornais. Sócio correspondente
da Academia das Ciências de Lisboa. Prémio Montaigne em 2004. Autor da série de
televisão “Portugal, um retrato social”
e do documentário “As horas do Douro”.
Presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos, de 2009 a 2014. Sócio
fundador da APPh. (Associação Portuguesa de Photographia). Autor de vários
livros, entre os quais “Um Retrato do
Douro”, “Douro”, “Fotografias 1967-2010” e “Douro; Rio, Gente e Vinho”.
quinta-feira, junho 25, 2015
Gatos
Anita Ekberg no filme "La dolce vita"
Mark Twain
Marlon Brando fotografado por Murray Garrett, em 1955
Margaret Bourke-White fotografada por Eisenstaedt
Edward Weston fotografado por Imogen Cunningham, em 1945
Somerset Maugham fotografado para a revista Life por Alfred Eisenstaedt
Audrey Hepburn fotografada por Richard Avedon
James Dean
Georgia O’Keeffe
Herbert Tobias
Jean Cocteau fotografado em 1950 por Jane Bown, em Paris.
Romy Schneider
Salvador Dali fotografado por Philippe Halsman
Frida Kahlo
segunda-feira, junho 22, 2015
sábado, junho 13, 2015
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