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segunda-feira, agosto 20, 2012
sábado, novembro 05, 2011
sábado, outubro 15, 2011
sábado, setembro 03, 2011
sábado, agosto 27, 2011
sábado, agosto 13, 2011
Prisma da semana - Porta-aviões Charles de Gaulle.
Porta-aviões nuclear francês Charles de Gaulle, fundeado ao largo de Lisboa.
Abril de 2010.
© Fotografia Ângela Camila Castelo-Branco.
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sábado, junho 18, 2011
sábado, junho 11, 2011
sábado, maio 07, 2011
sábado, abril 23, 2011
sexta-feira, abril 08, 2011
“Portugal 75”, de Elisabeth Lennard.
“Em Agosto de 1975, a fotógrafa Elizabeth Lennard passou três semanas em Portugal a recolher impressões de um povo recentemente libertado:
Portugal estava totalmente impreparado para uma revolução. É um país perigosamente desorientado, economicamente deprimido e tecnologicamente e socialmente atrasado – especialmente nas zonas rurais. Nas aldeias a Igreja Católica continua a deter o poder. A maior parte dos camponeses viveu de uma certa forma durante centenas de anos e não é capaz de mudar. Um dia, numa pequena vila, vimos um grupo de mulheres ajoelhadas à porta de uma igreja. No centro da igreja havia uma estátua de um santo coberta de dinheiro. A Igreja é tão rica e no entanto esta gente faminta continua a dar o pouco que tem. Nas cidades as pessoas são mais sofisticadas mas a pobreza continua a ser extrema. Enquanto que as zonas rurais lembram a América dos anos 50, os centros urbanos evocam mais São Francisco em 1967. O ambiente é enérgico – como se as ruas tivessem sido injectadas de adrenalina. Cartazes coloridos e panfletos escondem uma economia em degradação e um desvanecer da elegância do Velho Mundo. Num café da moda local jovens fumam erva angolana, e um dos mais elegantes restaurantes de Lisboa foi “libertado” transformando-se num ponto de encontro informal e descontraído para trabalhadores e revolucionários. A pornografia é agora legal mas a censura política na imprensa continua. Na Praça do Rossio, a praça central de Lisboa onde as pessoas costumavam reunir-se para discutir futebol, debate-se agora política – por vezes até às duas ou três da madrugada. E todos os cartazes partidários e os graffitis que se encontram por toda a praça – e em todos os outros sítios –supostamente um barómetro da situação, rapidamente são cobertos pelos miúdos de rua com a retórica de uma facção oposta. Ninguém parece saber o que vai acontecer a seguir. É como estar preso no tempo; um povo atrasado e desorientado com um governo progressista e desorganizado. De acordo com um lisboeta, até os hábitos de condução foram afectados. As pessoas costumavam ser razoavelmente civilizadas e conscientes, mas agora conduzem como loucas”. in revista Rolling Stone, Novembro 1975
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