sábado, novembro 25, 2006

Albumina, fotógrafo Joaquim Júlio da Cunha Moraes
Moçamedes - Angola 1898



Os Cunha Moraes de fio a pavio II

O fotógrafo José Augusto da Cunha Moraes nas suas deslocações a Moçamedes terá conhecido Albertina Teixeira Pinto Zuzarte de Mendonça, filha de Maria Rosa Oliveira Teixeira Pinto e de José Júlio de Zuzarte Mendonça, Juiz de Paz e Comandante do porto de Moçamedes, família de grande prestígio naquela região conhecida como a Madeira da África Ocidental Portuguesa.
José Augusto contraiu matrimónio com Albertina Mendonça, porém não deixam descendência. As suas frequentes viagens a Moçamedes acompanhado pela mulher e pelos seus irmãos, favorecem e proporcionam outros laços familiares entre os Cunhas Moraes e os Zuzarte Mendonça, a tal ponto que o seu irmão Joaquim Júlio, após ter sido forçado pelos irmãos mais velhos a acabar com o namoro com uma mestiça, vem a casar-se com Matilde Teixeira Pinto Zuzarte de Mendonça, irmã de Albertina.
Mais tarde uma irmã de José de Sousa Maia, cunhado de José Augusto pelo matrimónio contraído com Henriqueta da Cunha Moraes, viria a casar com um dos filhos de José Júlio de Zuzarte Mendonça.
Eventualmente os Zuzarte de Mendonça estariam numa das vagas de colonos que teriam emigrado dos Açores para Pernambuco e mais tarde para Moçamedes onde com esforço e tenacidade vingaram a sorte daqueles que padeceram com as biliosas e o paludismo.
Moçamedes inegavelmente marcou estas duas famílias, para finalizar transcrevo este texto que encontrei no Boletim da Agência Geral das Colónias N.º 47, 1929 pág. 323: Monumento em Mossâmedes aos pioneiros da Civilização “... Só em 1924 é que a Câmara Municipal se lembrou de confiar a um artista o estudo do monumento. Para esse fim, dirigiu um oficio ao Sr. José Augusto da Cunha Morais, amigo provadíssimo de Mossâmedes, a solicitar-lhe a obsequiosa anuência em incumbir um dos nossos melhores escultores de expressar, pelo mármore e pelo bronze, a história da Colonização do Distrito. O Sr. Cunha Morais, ,...mantinha, há largos anos, com escritores e artistas, relações pessoais muito amistosas, nascidas da comunhão do trabalho e do convívio intelectual. ....prontamente lhe acudiu à lembrança o nome já consagrado de Simões de Almeida, Sobrinho, ...”
Mais uma vez os Cunha Moraes se encontravam com os Zuzarte de Mendonça na cidade de Moçamedes...

1 comentário:

Jorge Portojo disse...

Gostava de conhecer a Parte I. Mas onde encontrá-la ?